Santarém

Santarém (PA): dicas de quando ir, como chegar, onde ficar, o que comer, compras e informações práticas para planejar sua viagem.

História e Cultura

Tudo sobre o destino

Como Chegar

Guia para você chegar

Hospedagem

Guia para você chegar

Gastronomia

Restaurantes, Churrascarias...

O Que Fazer ?

Passeios, mirantes, pôr do sol

Roteiros

Saiba para onde ir

Passagem Aérea

Encontre passagens de avião

Aluguel de Carros

Alugue com segurança

Compras

Shopping, feiras e comércios

Links Úteis

Polícia, bombeiros etc

Uma Viagem no Tempo: A História de Santarém

Mais do que um simples destino, Santarém é um livro de histórias vivas, escrito pelas águas dos rios, pela cultura de povos ancestrais e pelos ciclos que moldaram a Amazônia. Cada esquina de seu centro histórico e cada curva do Rio Tapajós revelam capítulos de uma trajetória rica e complexa, que convida o viajante a mergulhar em um passado que ainda pulsa no presente.

Raízes Indígenas e a Fundação Colonial

Muito antes da chegada das caravelas, esta região era o coração da civilização Tapajônica, um povo avançado e organizado que floresceu às margens do rio que hoje leva seu nome. Mestres na arte da cerâmica, criaram peças de uma sofisticação impressionante, com detalhes e formas que até hoje encantam arqueólogos e historiadores. O legado desse povo não está apenas nos museus; ele vive na cultura, nos nomes e na alma da cidade. Em 22 de junho de 1661, um novo capítulo começou com a chegada do padre jesuíta João Felipe Bettendorf, que fundou a Missão de Nossa Senhora da Conceição dos Tapajós. Este marco, que visava à catequização dos indígenas, deu origem ao núcleo urbano que se tornaria Santarém, um nome que receberia oficialmente em 1758, quando a aldeia foi elevada à categoria de vila, integrando-a à coroa portuguesa.

Ciclos Econômicos, Revoltas e Migrações

O século XIX foi um período de intensa transformação para Santarém. A cidade se tornou um dos palcos da Cabanagem (1835-1840), uma das mais significativas revoltas populares da história do Brasil, onde a população local lutou por melhores condições de vida e maior autonomia política. Pouco depois, um episódio curioso marcou sua história: a chegada de famílias confederadas dos Estados Unidos após a Guerra Civil Americana. Esses imigrantes se estabeleceram nas proximidades, introduzindo novas técnicas agrícolas e culturas, como a juta, deixando uma herança cultural singular. No final do século, o boom do Ciclo da Borracha transformou Santarém em um importante entreposto comercial, atraindo investimentos e erguendo casarões imponentes em sua orla, cuja arquitetura ainda hoje testemunha essa era de opulência.

O Coração Estratégico da Amazônia Moderna

Consolidada como o principal polo urbano, econômico e social do oeste paraense, Santarém abraçou o século XX e o XXI como um centro logístico vital para o Brasil. A conclusão da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém) e a modernização de seu porto fluvial a transformaram em uma “esquina do mundo”, por onde escoa grande parte da produção de grãos do Centro-Oeste rumo aos mercados internacionais. Esse desenvolvimento, no entanto, não apagou suas raízes. Pelo contrário, a cidade vive um equilíbrio fascinante entre o progresso e a preservação de sua identidade cultural e natural. O espetáculo do Encontro das Águas, onde o azul-esverdeado do Tapajós corre lado a lado com o barrento Amazonas sem se misturar, é a metáfora perfeita para a Santarém de hoje: um lugar de encontros, onde diferentes histórias, culturas e futuros fluem juntos.

  • Dicas rápidas para explorar a história local:
  • Caminhe sem pressa pela orla da cidade e pelo centro para observar a arquitetura dos casarões que remetem ao auge do Ciclo da Borracha.
  • Visite o Centro Cultural João Fona para ver de perto a famosa cerâmica tapajônica e outros artefatos que contam a história da região.
  • Converse com os moradores. A história mais rica de Santarém é contada através das memórias, dos sabores e das tradições de seu povo.
  • Explore as feiras de artesanato em busca de peças inspiradas na cultura indígena, uma conexão direta com os primeiros habitantes desta terra fascinante.

Passagens Aéreas para Santarém: Como Chegar ao Coração da Amazônia

Planejar com antecedência a compra de suas passagens aéreas é um passo crucial para garantir uma viagem tranquila e econômica a este paraíso amazônico. O segredo está em entender a dinâmica das temporadas e conhecer as principais rotas que levam a este destino fascinante.

Quando Voar: Decifrando as Temporadas e os Preços

O clima na Amazônia influencia diretamente a paisagem e a demanda turística, impactando os valores das passagens. Saber a diferença entre as épocas do ano ajuda você a escolher o período ideal para o seu perfil de viajante.

  • Alta Temporada (Agosto a Novembro): Conhecido como “verão amazônico”, este é o período da seca, quando o nível dos rios baixa e revela as espetaculares praias de areia branca, especialmente em Alter do Chão. É a época mais procurada, portanto, os voos são mais caros. A compra antecipada é indispensável.
  • Temporada de Férias (Julho e Dezembro a Janeiro): Coincidindo com as férias escolares e as festas de fim de ano, esses meses também registram alta procura e preços elevados devido à demanda nacional por viagens.
  • Baixa Temporada (Fevereiro a Junho): É a estação chuvosa, ou “inverno amazônico”. As praias de rio dão lugar à imponente floresta inundada (igapós). É uma oportunidade única para passeios de barco por entre as árvores e para vivenciar a floresta em sua máxima exuberância, geralmente com tarifas aéreas mais atrativas.

Rotas e Conexões: Chegando ao Aeroporto de Santarém (STM)

O Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca (STM) é a porta de entrada para a região. A maioria dos voos que chegam de outras partes do Brasil utiliza grandes aeroportos como hubs de conexão. Os principais pontos de partida com voos diretos para Santarém são:

  • Belém (BEL): A capital paraense é o principal e mais próximo hub, com diversas opções de voos diários.
  • Manaus (MAO): Outra importante capital amazônica que oferece voos diretos, permitindo combinar os dois destinos na mesma viagem.
  • Brasília (BSB): Funciona como o grande conector para voos vindos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Se você parte de outras cidades, é muito provável que seu voo tenha uma escala em um desses três aeroportos antes de seguir para Santarém.

Dicas Rápidas para Economizar na sua Passagem

Com um pouco de pesquisa e estratégia, é possível reduzir significativamente o custo da sua viagem. Adote estas práticas para encontrar as melhores tarifas:

  • Flexibilidade é a Chave: Se puder, pesquise por voos em datas variadas. Voar em dias de semana, como terças e quartas-feiras, geralmente é mais barato do que nos fins de semana ou às segundas e sextas.
  • Compre com Antecedência: A regra de ouro para destinos procurados. Para garantir bons preços, especialmente para o “verão amazônico”, programe a compra com pelo menos 60 a 120 dias de antecedência.
  • Crie Alertas de Preços: Utilize as ferramentas disponíveis em sites de busca de passagens para criar alertas. Você será notificado por e-mail sempre que o preço para a rota desejada sofrer alterações.
  • Explore Programas de Milhagem: Verifique o saldo de pontos em seus programas de fidelidade. Voos para destinos nacionais costumam ser uma excelente forma de utilizar milhas acumuladas.

Como Chegar: Portas de Entrada para o Paraíso Amazônico

Santarém, o coração pulsante do oeste paraense, é um destino acessível por ar, água e terra. Cada rota de acesso oferece uma experiência distinta, transformando a própria jornada em parte da aventura. Escolha o caminho que melhor se alinha ao seu tempo, orçamento e espírito explorador.

Voando para o Coração da Amazônia

A maneira mais rápida e conveniente de chegar a Santarém é pelo ar. O Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca (STM) serve como o principal hub da região, conectando-a eficientemente ao resto do Brasil e ao mundo. Voos diretos e com conexões partem regularmente das principais capitais, tornando o acesso simples para quem busca otimizar o tempo e iniciar a exploração sem demora.

  • Principais Origens: Conexões frequentes ligam Santarém a grandes centros como Belém, Manaus, Brasília e São Paulo, facilitando o planejamento a partir de qualquer lugar do país.
  • Estrutura: O aeroporto está localizado a cerca de 15 km do centro da cidade e oferece serviços básicos para receber os viajantes, como opções de transporte por táxi ou aplicativos para chegar à sua acomodação.

Dicas rápidas:

  • Compre suas passagens com antecedência, especialmente se planeja viajar durante a alta temporada (julho e os meses de final de ano), para garantir melhores tarifas.
  • Considere voos que fazem escala em Belém ou Manaus; por vezes, essas rotas podem apresentar um custo-benefício mais atrativo.
  • Ao desembarcar, combine previamente seu transporte ou verifique as opções disponíveis no saguão para um trajeto tranquilo até o centro ou a orla da cidade.

Navegando pelos Rios: A Experiência Autêntica

Para quem tem tempo e deseja uma imersão profunda na cultura local, chegar a Santarém de barco é uma experiência inesquecível. Navegar pelos rios Amazonas ou Tapajós não é apenas um meio de transporte, mas um convite à contemplação, observando a vida ribeirinha, as paisagens exuberantes e o ritmo da floresta. Santarém é um porto estratégico, recebendo embarcações de Manaus e Belém.

  • Barcos Regionais: A opção mais tradicional e econômica. A viagem é feita em redes, no convés compartilhado, e dura de dois a três dias partindo de Belém, ou de um a dois dias saindo de Manaus. É uma imersão cultural, compartilhando espaço e histórias com os moradores locais.
  • Lanchas Rápidas: Para quem busca um meio-termo, as lanchas fazem os mesmos trajetos em um tempo consideravelmente menor, geralmente em viagens diurnas. A acomodação é em poltronas, sendo uma alternativa mais veloz, porém com menor imersão na paisagem.
  • Navios de Cruzeiro: Algumas empresas oferecem rotas de cruzeiro pela Amazônia com paradas em Santarém, proporcionando uma viagem com mais conforto, estrutura e atividades programadas a bordo.

Dicas rápidas:

  • Se optar por barcos regionais, leve sua própria rede e cordas para armá-la. Chegue cedo ao porto para garantir um bom lugar.
  • Leve um pequeno kit com lanches, água, livro e um carregador portátil, pois as tomadas a bordo são disputadas.
  • Os horários de partida e chegada são estimativas. A navegação amazônica segue o ritmo do rio, então viaje com flexibilidade e sem pressa.

Aventura por Terra: Cruzando o Brasil

Para os viajantes mais aventureiros, especialmente aqueles que exploram o Brasil de carro ou moto, o acesso rodoviário é um desafio recompensador. A principal via de acesso é a BR-163 (Cuiabá-Santarém), uma rodovia de importância vital que conecta o Centro-Oeste à Amazônia. Embora majoritariamente pavimentada, suas condições podem ser um reflexo direto do clima amazônico.

  • BR-163: É a rota mais estruturada. O trajeto exige planejamento e um veículo preparado, mas recompensa com paisagens de transição entre o cerrado e a floresta.
  • BR-230 (Transamazônica): Uma rota lendária e desafiadora, com muitos trechos não pavimentados que se transformam em grandes atoleiros durante o período chuvoso (geralmente de dezembro a maio). É recomendada apenas para veículos 4×4 e motoristas experientes em busca de uma expedição autêntica.

Dicas rápidas:

  • Planeje sua viagem para a estação seca (aproximadamente de junho a novembro) para encontrar as estradas em melhores condições.
  • Verifique o estado das rodovias em fontes locais e confiáveis antes de iniciar o trajeto.
  • Viaje sempre durante o dia e planeje suas paradas para abastecimento e descanso, pois os postos de serviço podem ser distantes um do outro.
  • Tenha um estepe em boas condições e um kit básico de ferramentas. A preparação é a chave para uma viagem terrestre segura na Amazônia.

Onde se Hospedar: Encontrando seu Refúgio em Santarém e Arredores

A escolha da sua base em Santarém é um passo fundamental para definir o ritmo da sua viagem. A região oferece desde a praticidade de um centro urbano fluvial até a imersão completa em uma vila amazônica. Pense no seu roteiro: você busca conveniência para chegar e sair, ou prefere acordar com os sons da floresta? Sua resposta indicará o lugar perfeito.

Orla de Santarém: Conveniência com Vista para o Rio

Hospedar-se ao longo da Avenida Tapajós, a orla da cidade, significa ter uma vista privilegiada do majestoso encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas. Esta é a escolha ideal para quem busca praticidade, seja em uma viagem curta, a negócios ou para famílias que valorizam o fácil acesso a serviços. A estrutura aqui é mais robusta, concentrando hotéis de médio e grande porte, muitos com infraestrutura completa, como piscinas e restaurantes. A localização permite explorar a pé o centro gastronômico e cultural, além de facilitar a contratação de passeios fluviais que partem diretamente do porto.

  • Ideal para: Viajantes com pouco tempo, viagens a trabalho e quem não abre mão de conforto e estrutura urbana.
  • Atmosfera: Movimentada e conveniente, com o charme de uma cidade amazônica beira-rio.
  • Acesso: Próximo a restaurantes, agências de turismo, bancos e ao principal porto da cidade.

Centro Urbano: Economia e Vida Local

A poucos quarteirões da orla, o coração comercial de Santarém pulsa com energia própria. Ficar no centro é uma opção estratégica para viajantes com orçamento mais controlado e para aqueles que gostam de sentir o dia a dia da cidade. A região oferece uma diversidade maior de acomodações, incluindo pousadas familiares, hostels e hotéis mais simples e econômicos. É o lugar perfeito para estar perto do comércio popular, de supermercados e do famoso Mercadão 2000, onde se pode provar iguarias locais e comprar artesanato autêntico.

  • Ideal para: Mochileiros, viajantes econômicos e quem busca uma experiência urbana mais autêntica.
  • Atmosfera: Agitada e comercial, com a verdadeira vibração do cotidiano santareno.
  • Acesso: Excelente para explorar o comércio local, mercados e ter acesso a transportes públicos.

Alter do Chão: Imersão na Natureza e Vibração Única

Para a maioria dos turistas, a vila de Alter do Chão, a cerca de 35 km de Santarém, é o verdadeiro destino. Ficar aqui é escolher uma imersão profunda na natureza e no estilo de vida ribeirinho. A atmosfera é descontraída, com ruas de areia e um ritmo mais lento. As opções de hospedagem refletem esse espírito, variando de pousadas charmosas e hotéis-boutique a hostels vibrantes e ecolodges integrados à floresta. Alter do Chão é a base para explorar as praias de rio mais famosas — como a Ilha do Amor —, navegar pelos rios Tapajós e Arapiuns e visitar comunidades tradicionais. É a escolha certa para quem busca desconexão e contato direto com o “Caribe Amazônico”.

  • Ideal para: Amantes da natureza, ecoturistas e quem procura uma experiência de viagem mais relaxante e imersiva.
  • Atmosfera: Boêmia, relaxada e conectada à natureza, com uma forte cena turística e cultural.
  • Acesso: Ponto de partida para a maioria dos passeios de barco, trilhas na floresta e visita às praias paradisíacas.

Dicas Rápidas de Hospedagem

Para garantir a melhor experiência, considere estes pontos antes de reservar:

  • Reserve com antecedência: Principalmente durante a alta temporada (de agosto a janeiro, o “verão amazônico”) e em eventos como o Sairé (setembro), a demanda por hospedagem em Alter do Chão é altíssima.
  • Considere dividir a estadia: Uma ótima estratégia é passar uma ou duas noites em Santarém para resolver questões logísticas (chegada/saída do aeroporto) e depois se mudar para Alter do Chão para curtir a natureza com calma.
  • Verifique as comodidades: O calor é intenso durante todo o ano. Ar-condicionado é um item que faz muita diferença no conforto. Em áreas mais afastadas de Alter, o sinal de internet pode ser instável, vale a pena confirmar se a conexão é um pré-requisito para você.
  • Pense na logística: Se sua base for Alter do Chão, lembre-se de planejar o transporte de e para o aeroporto de Santarém. Há opções de táxis, transfers compartilhados e ônibus.

Hospedagens em Santarém

Onde Comer em Santarém

Sabores do Rio e da Floresta: Um Mergulho na Gastronomia de Santarém

Explorar Santarém é também uma jornada sensorial, onde os sabores intensos e autênticos da Amazônia se revelam em cada prato. A culinária local é uma celebração da abundância dos rios Tapajós e Amazonas e da biodiversidade da floresta, oferecendo uma experiência única que conecta o paladar à cultura regional. Prepare-se para uma imersão em aromas e texturas inesquecíveis.

Peixes: Tesouros dos Rios Tapajós e Amazonas

A base da alimentação santarena é o peixe de água doce, sempre fresco e preparado de maneiras que realçam seu sabor natural. As preparações mais comuns incluem assados na brasa com crosta de sal, caldeiradas ricas com legumes e cheiro-verde, moquecas com leite de coco e bolinhos fritos, conhecidos como “iscas”.

  • Tambaqui: Considerado o rei dos rios, é famoso por suas costelas carnudas, assadas lentamente na brasa até a pele ficar pururuca. Geralmente é servido com baião de dois, farofa d’água e vinagrete.
  • Pirarucu: Conhecido como o “bacalhau da Amazônia”, este gigante dos rios é extremamente versátil. Pode ser encontrado fresco em postas fritas, seco e salgado no famoso prato “Pirarucu de Casaca”, ou como recheio de salgados.
  • Tucunaré: Um peixe de sabor marcante e carne branca e firme. É uma delícia local e um prato obrigatório, frequentemente servido frito inteiro ou grelhado na chapa com manteiga de ervas.

Clássicos Paraenses com Toque Santareno

Santarém é uma porta de entrada para os pratos mais emblemáticos do Pará. São receitas complexas, com ingredientes únicos da região que contam a história e a tradição do povo amazônico. Ingredientes como o tucupi (caldo amarelo fermentado da mandioca brava) e o jambu (erva que causa uma leve e divertida dormência na boca) são a alma desses pratos.

  • Tacacá: Mais que uma sopa, é um ritual de fim de tarde. Servido bem quente em uma cuia, este caldo vibrante leva goma de tapioca, camarão seco e folhas de jambu. É uma experiência cultural vendida em barracas de rua por toda a cidade.
  • Maniçoba: Apelidada de “feijoada paraense”, é um prato robusto feito com folhas moídas da maniva (a planta da mandioca), que são cozidas por vários dias para remover componentes tóxicos, junto com carnes de porco defumadas e salgadas. Possui um sabor profundo e inesquecível.

Açaí Autêntico e a Explosão de Frutas

Prepare-se para redescobrir o açaí. Na Amazônia, ele é um alimento essencial, consumido como prato principal. É servido puro, sem açúcar, com uma consistência densa, acompanhando peixe frito, charque ou camarão. A combinação pode parecer inusitada para quem vem de fora, mas é a forma mais tradicional e saborosa de prová-lo. Além do açaí, a região é um paraíso de frutas exóticas que se transformam em sucos, cremes e sorvetes.

  • Frutas para experimentar: Não deixe de provar sucos ou sorvetes de cupuaçu (sabor forte e exótico), bacuri (doce e perfumado), taperebá (também conhecido como cajá) e uxi (sabor único e amanteigado).

Dicas Rápidas para o Viajante Gourmet

  • Seja aventureiro: Desafie seu paladar e prove o açaí na sua forma tradicional, acompanhado de farinha d’água e uma proteína. É uma experiência cultural autêntica.
  • Explore o Mercadão 2000: Visite o mercado pela manhã para ver o movimento dos barcos e a variedade de peixes frescos, ervas, pimentas e frutas. Aproveite para tomar um suco natural feito na hora.
  • Coma na Orla: Os restaurantes na orla da cidade oferecem não apenas pratos deliciosos, mas também uma vista privilegiada do encontro das águas, especialmente durante o pôr do sol.
  • Pergunte pelo “prato do dia”: Muitos restaurantes locais oferecem pratos especiais baseados no peixe mais fresco do dia, uma ótima oportunidade para provar algo diferente e saboroso.
  • Converse com os locais: Peça recomendações sobre onde encontrar o melhor tacacá ou a caldeirada mais fresca. A hospitalidade local é um ingrediente extra na sua jornada gastronômica.

Explorando a Região com Autonomia: Aluguel de Carros em Santarém

Para o viajante que preza por liberdade e flexibilidade, alugar um carro em Santarém pode transformar a experiência, abrindo portas para roteiros personalizados e descobertas autênticas. Embora o destino seja famoso por seus rios, um veículo é o passaporte para explorar o que a terra firme tem de melhor a oferecer, conectando o centro urbano às vilas e praias paradisíacas no seu próprio ritmo.

Liberdade para Explorar: Vantagens de Ter um Carro

Ter um carro à disposição significa não depender de horários fixos de transfers ou da disponibilidade de transportes por aplicativo, que podem ser escassos fora do centro. A principal vantagem é a autonomia para criar seu próprio roteiro, otimizando o tempo e explorando cantos menos óbvios da região.

  • Conexão Santarém-Alter do Chão: A principal rota terrestre para turistas é a Rodovia Everaldo Martins (PA-457), asfaltada e em boas condições, que liga o centro de Santarém à vila de Alter do Chão. Com um carro, você faz esse trajeto de cerca de 35 km com tranquilidade, parando em mirantes e restaurantes pelo caminho.
  • Acesso a Praias Terrestres: Além de Alter, o carro permite fácil acesso a outras praias de rio espetaculares ao longo da mesma rodovia, como a famosa Ponta de Pedras, com suas formações rochosas, e outras praias menores e mais tranquilas.
  • Descobertas no Planalto: Aventure-se para além da orla e explore o planalto santareno, conhecendo comunidades agrícolas, a produção local e paisagens que contrastam com a floresta densa e os rios.
  • Conforto e Conveniência: Facilita tarefas práticas como ir a supermercados para abastecer a hospedagem, jantar em restaurantes mais afastados ou simplesmente transportar bagagens e equipamentos de praia com conforto.

Qual Veículo Escolher: O Carro Certo para Cada Roteiro

A escolha do modelo ideal está diretamente ligada ao seu perfil de aventura. Para a maioria dos visitantes, um carro simples é mais do que suficiente, mas roteiros alternativos podem exigir um veículo mais preparado.

  • Carros Econômicos (1.0 a 1.6): Perfeitos para o roteiro clássico. Eles dão conta do recado para circular em Santarém, ir e voltar de Alter do Chão e visitar as praias com acesso por asfalto. Ar-condicionado é um item indispensável para o calor amazônico.
  • SUVs ou Veículos Mais Altos: Se a sua intenção é explorar ramais de terra que levam a comunidades ribeirinhas ou praias mais isoladas, um veículo com maior altura do solo oferece mais segurança e conforto, especialmente na estação chuvosa (primeiro semestre), quando trechos de lama são comuns.
  • Tração 4×4: Geralmente desnecessária para o turismo convencional. É indicada apenas para viajantes com planos específicos de incursão em estradas secundárias de difícil acesso, o que foge do roteiro da maioria dos visitantes.

Onde o Carro Leva (e Onde Não Leva)

É crucial entender a geografia local para não criar falsas expectativas. Santarém é um destino anfíbio, onde terra e água definem os caminhos. O carro será seu melhor amigo em uma parte da viagem, mas ficará de lado em outras.

Onde o carro é seu aliado: Para toda a locomoção entre o Aeroporto de Santarém (STM), o centro da cidade, a vila de Alter do Chão, e as praias e comunidades ao longo das rodovias.

Onde o carro é inútil: Para os passeios de imersão na natureza, que são a alma da região. O acesso à Floresta Nacional do Tapajós (FLONA), às comunidades do Rio Arapiuns, ao Canal do Jari e a praias icônicas (como a Ilha do Amor, em frente a Alter) é feito exclusivamente por barco. Nesses dias, o carro ficará estacionado em sua hospedagem ou em portos locais.

Dicas Rápidas para Alugar seu Carro:

  • Reserve com antecedência: Principalmente em feriados prolongados e na alta temporada (de agosto a dezembro, o “verão amazônico”), a frota é limitada e a demanda aumenta significativamente.
  • Inspeção é fundamental: Antes de assinar o contrato, verifique o estado dos pneus (incluindo o estepe), o funcionamento do ar-condicionado, os limpadores de para-brisa e os documentos do veículo. Fotografe qualquer avaria pré-existente.
  • Planeje o abastecimento: A maior concentração de postos de combustível está em Santarém. Ao partir para explorar regiões mais afastadas, como o eixo da BR-163, saia sempre com o tanque cheio.
  • Navegação offline: O sinal de internet pode ser instável ou inexistente em muitas estradas secundárias. Faça o download do mapa da região em seu aplicativo de GPS para não depender de conexão.
  • Local de retirada: Verifique se a locadora possui um guichê no aeroporto ou se a retirada deve ser feita no centro da cidade. Isso impacta diretamente sua logística de chegada e partida.

Compras em Santarém: Tesouros da Amazônia para Levar na Bagagem

Explorar o comércio de Santarém é uma imersão na cultura pulsante da Amazônia. Mais do que simples lembranças, os produtos locais são expressões autênticas da floresta, dos rios e de seus povos. Aqui, cada compra conta uma história, seja no sabor de um fruto exótico ou na forma de uma peça de artesanato milenar.

Artesanato Tapajônico: A Herança da Floresta

O artesanato local é a manifestação material da rica herança cultural e da biodiversidade da região. As peças são produzidas com técnicas passadas entre gerações e matérias-primas extraídas de forma sustentável, refletindo uma profunda conexão com a natureza.

  • Cerâmica Tapajônica: Grande protagonista do artesanato regional, a cerâmica é inspirada nos artefatos produzidos pelos povos originários que habitaram a área há séculos. Procure por réplicas e releituras de peças icônicas, como os Vasos de Cariátides (com figuras humanas como suporte) e os vasos de gargalo. As peças contemporâneas mantêm a identidade visual, com grafismos complexos e formas que remetem à fauna e à cosmologia amazônica.
  • Biojoias e Acessórios Sustentáveis: A floresta se transforma em adorno nas mãos dos artesãos. Colares, pulseiras e brincos são confeccionados com sementes locais, como açaí, jarina (o “marfim vegetal”), paxiubão e tucumã. São peças únicas, leves e ecologicamente conscientes.
  • Fibras Naturais e Madeira: A habilidade dos artesãos também se revela na cestaria, utilizando fibras de palmeiras para criar bolsas, mandalas, sousplats e objetos decorativos. Esculturas em madeira representam animais da fauna local, como botos, jacarés e pássaros, capturando a essência da vida selvagem amazônica.

Mercados e Centros Culturais: Onde Encontrar

Os principais pontos de compra de Santarém são vibrantes centros de convivência, onde é possível encontrar uma vasta gama de produtos e interagir com os produtores. O ideal é visitar os mercados centrais, especialmente aqueles localizados próximos à orla, que funcionam como vitrines da produção local.

O Centro de Artesanato do Tapajós e o Mercado de Artesanato Cristo Rei são endereços certos para quem busca variedade e qualidade. Nesses espaços, cooperativas e artesãos individuais expõem seus trabalhos, garantindo uma curadoria de peças autênticas. Além deles, vale a pena explorar as lojas e feiras que surgem ao longo da orla da cidade, onde é possível encontrar achados únicos.

Sabores da Amazônia para Levar

Uma viagem a Santarém não estaria completa sem levar na mala os sabores inconfundíveis da culinária paraense. O Mercadão 2000 é o coração gastronômico da cidade, um lugar de cores, aromas e texturas que oferece uma experiência sensorial única. É o local ideal para adquirir ingredientes frescos e produtos típicos.

  • Farinhas e Gomas: Essenciais na mesa amazônica, você encontrará a famosa farinha d’água, a farinha de tapioca granulada e a goma fresca para preparar beijus e tacacá em casa.
  • Temperos e Pimentas: Leve o molho de tucupi, o caldo amarelo extraído da mandioca-brava, e uma variedade de pimentas de cheiro, que são mais aromáticas do que picantes e dão um toque especial a qualquer prato.
  • Geleias e Doces: Experimente e compre geleias de frutas exóticas como cupuaçu, bacuri e taperebá. Castanhas-do-pará frescas ou em compotas também são uma ótima pedida.

Dicas Rápidas para suas Compras:

  • Prefira comprar diretamente de artesãos, cooperativas ou pequenos comerciantes para fortalecer a economia local e garantir que o valor chegue a quem produz.
  • Converse com os vendedores. Muitos adoram contar a história por trás de cada peça, o significado dos grafismos e como os materiais foram coletados.
  • Para produtos alimentícios, verifique as recomendações de armazenamento e as regras da sua companhia aérea para o transporte de líquidos e perecíveis.
  • Tenha sempre algum dinheiro em espécie, pois nem todas as barracas ou feirantes aceitam cartões.
  • Leve uma sacola reutilizável para diminuir o uso de plástico e contribuir para um turismo mais sustentável.